A DAMA DA MADRUGADA








 


Noite clara, céu azul cheio de estrelas... Resolvemos ir até a cidade do
Núcleo Bandeirante comer uma pizza. Pista limpa, e lá vamos nós.
Passamos pela primeira ponte da linha férrea e entramos na primeira
entrada a direita, cruzamos a segunda avenida da cidade de Brasília - D.F, ao passar pelo posto de abastecimento, meu carro, um fusca 1977 amarelo bege, apagou completamente e fiz a rotatória da avenida central aproveitando o declive, então estacionamos em frente ao comércio.

Sem farol, sem partida. Não havia corrente elétrica nenhuma no carro, pedi a
Sandra, minha companheira, que descesse e ficasse de olho devido ao adiantado da hora. Desci e comecei a examinar a parte elétrica do carro, levantei o banco traseiro e com duas chaves provoquei o curto circuito na bateria e procura da corrente elétrica, nada de faísca não havia carga acumulada. Esquisito! Abri o capô do motor chequei o platinado e o condensador e verifiquei a fiação e nada. Não dava para acreditar! A corrente elétrica foi sugada. Entendo bastante de eletricidade automotiva. Perguntei a Sandra: O que fazer agora? De repente do nada se aproxima uma mulher com um vestido longo estampado, colorido em verde azul e amarelo, ela tinha cabelos claros na altura dos ombros, olhos redondos, então se dirigindo a mim e falou: "Estou presa ali. O senhor pode me soltar?’’ Respondi: Não. Não posso, pois o meu carro está sem bateira. A mulher não questionou virou-se e desapareceu no meio do asfalto. Perguntei a Sandra: você viu de onde veio  aquela mulher? Você estava olhando e não viu essa mulher se aproximar? Ela
respondeu: Vi uma mulher sair do meio da pista, ninguém mais na avenida! Então afirmei: Quer saber de uma coisa, estra no carro! Assentamos e sem saber o que fazer, olhamos á hora, era uma hora da madrugada. Daí Falei: Vamos ter que andar até encontrarmos um táxi. Por pura intuição, coloquei a chave na ignição e virei. Olha ai! As luzes do painel estavam acesas. Que isso meu Deus!? E como num passe de mágica o fusca pegou normalmente... Afirmei: Vamos embora, isso aqui está muito estranho! O incidente
foi o assunto daquela madrugada inteira. 

Repassando detalhe por detalhe e não chegamos a nenhuma conclusão naquele momento. Dias, semanas, messes, anos se passaram e a história não se apagou. Só depois de muito tempo é que a ficha caiu, como pode, não havia nenhuma blitz, nenhum acidente na pista naquela hora? E aquela mulher afirmar: "Estou presa ali..." Como pode uma pessoa presa lá na pista vir ao nosso encontro pedindo para solta-la? Presa em que? Nas ferragens de um veículo acidentado? A mulher era morta. Como a bateria descarregou? Como recarregou. Se tivéssemos seguido aquela mulher, que poderia ter acontecido? Repito se estava presa lá como estaria ali falando com a gente, pedindo socorro? 

Conclusão, Atravessamos um portal dimensional com carro e tudo. Dois universos estavam interligados. Ao descer do carro já estávamos em outro universo (plano) e ninguém na rua, não tinha barulho algum. A morena estava viva, mas era morta. Como pode ser viva e ser morta? Morta viva sim. Num universo entrelaçado. Morreu e não sabia que tinha morrido. Vestia-se com traje de festa, para ela o tempo parou e só se lembrava dos instantes que deixou seu corpo carnal, vendo seu carro preso, saiu em busca de socorro. Sem duvidas, voltamos ao passado ao descer do veículo (gaiola) e interagimos naquele universo paralelo. Ao entrarmos no veículo, (gaiola), retornamos ao presente. 

Na verdade a bateria não descarregou deve ter havido uma
inversão de polaridade ao romper o portal de desintegração entre o
presente e o passado. Se tivéssemos seguido a Dama da Madrugada
seriamos encontrados mortos logo pela manhã. A mulher interagiu
porque nós estávamos no universo em que ela se encontrava. 

Restam apenas algumas perguntas. Como o portal se abriu? Força Gravitacional?

Que inteligência estava atrás de tudo? Uma nave extraterrestre? Porque
morreu e morre tanta gente naquele local?

Ao ler este relato já sei o que vai pensar, mas a Sandra também foi lá e é
uma testemunha em tempo real.

Atenciosamente,

Joades O. Alves

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