O BISNAU
27/11/1982 – Viagem de Pesquisa realizada na Serra do Bisnau
Ás cinco saímos,
Subimos, subimos,
Lá chegamos.
No pico da serra,
O vermelho anunciando,
Sua majestade chegando.
Brilha aqui,
Reluz ali,
Pequenos diamantes...
Rolando nas folhas,
Pingando no solo,
Diamantes por um instante.
Ao longe...
Silhuetas se mostram,
A mata aparece.
A cortina sobe,
E num passe de mágica,
A cobra gigante.
Azul e prata,
Silencioso...
Rastejando na mata.
Examinando a serra palmo a palmo em companhia do professor Oteno, bioquímico , observador e professor Samuel, matemático e também observador. Lá fomos nós procurar sinais, inscrições pictográficas e objetos que pudessem esclarecer às estranhas inscrições no pé da serra.
Gravando, fotografando recolhendo algumas amostras para o exame geológico, quando descemos a serra pelo lado norte. De repente fleches de arrepios, zumbido no ouvido, cansaço com uma pressão no peito e um ligeiro aumento nos batimento do coração.
Já se aproximava às 10:00 horas, quando encontramos água minando nas, junto às perdas, mas ninguém se atreveu a beber. Então, iniciamos o retorno, antes de chegar à base, seguimos a mesma trilha até chegarmos ao pico do Lajedo.
Logo então, alguma coisa estranha começa acontecer conosco, parecia estar em outro mundo. Toda via já aproximava do meio dia, foi quando decidimos parar.
Foi quando então comecei a ficar pasmo diante de uma rocha esculpida, em forma de seta pesando uns duzentos quilos, apontava em direção ao rio, manchada pelo tempo coberta por uma substância natural escura.
Daí então que começamos a Fotografar. Tiramos fotos da pedra e de dois círculos junto à pedra, ligados por uma barra já bem desgastada e outras marcas, como se a pedra estivesse sido amassada.
Foi quando eu disse: - Absurdo uma pedra amassada!
Concordamos em mudar o sentido da pedra e aponta–lá para o céu.
De repente uma voz começa a chamar: - Joades! Joades!
A voz vinha de todas as direções, um olha para o outro ninguém diz nada. Começamos a andar. Novamente a voz volta a chamar...
Oteno e Samuel param e comentam: - Tem alguém te chamando aqui.
Então eu disse: - Se eu falasse diriam que sou louco, agora somos três loucos e estamos ouvindo coisas.
Retomei o assunto dizendo: - Vamos indo aceleramos o passo.
Oteno olha para baixo e vê o jornalista e historiador Roberto Lucena que parecia estar fazendo o almoço.
“Então fazendo uma análise; o vento soprava de leste para oeste e com aquela distância era impossível ser o Roberto que nos chamava com aquela voz estrondosa.”
Ao tocar na rocha recebi uma carga considerável de energia, fiquei parecendo um porco espinho, mas não larguei a amostra.
Foi quando disse: - Olha o que achei!
Novamente a voz chamou, todos ouviram, parecia vir dos arbustos.
Foi quando percebemos que essa voz vinha de cima. Que confusão, parecia falar de todos os lados.
Foi quando disse aos dois companheiros: - Estão vendo aquela trilha? Sebo nas canelas!
Saímos em disparada, só paramos no acampamento e nunca mais voltamos no pico onde está o marco.
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