ARARA GIGANTE


27/11/1982 - Quando iniciamos as pesquisas

O povo conta,
De um pico saia,
No outro chegava.

Estrondava,
O fogo comia,
Arara gigante descia.

Voando rasante,
Zumbido possante,
O povo temia.

Quando pousava,
Marcas deixava,
Na pedra macia.

O monte,
Assombrado,
Medo metia.

Na sexta santa,
O galo canta,
Três vezes ao dia.




Por meio de contos folclóricos da região de Formosa – GO, voltamos à área de grande valor, para mais diversas pesquisas, ouvindo idosos, vaqueiros e fazendeiros. Chegamos mais outra versão sobre a localidade.
Logo então, chegamos à entrada de uma fazenda e fomos recebidos por um vaqueiro, que nos recebeu- nos dizendo: - Pesquisador, Bom dia!

E nós já perguntamos: - Estamos à procura de umas escrituras para fotografar, lá no pé do monte, quando foi que escreveram tudo aquilo na pedra, vocês sabem?

O Vaqueiro respondeu: - Uai sô, foi no começo do mundo, quando a pedra era mole, pois tem até rasto de carro de boi... Sei lá, nois num gosta de ir lá não. É mal assombrado.

Depois de tudo acertado, montamos o acampamento e iniciamos o trabalho de pesquisa...


Joades O.A

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